À medida que a instalação passou para o centro da prática artística e com isso adotou sua mobilidade constante, alcançou novos tipos de públicos, resultando em diferentes modos de participação do público. A instalação constitui local de troca onde o público se torna parte integral do trabalho, como é mostrado nestes exemplos. O artista, como regra não faz uma apresentação ao público, ao invés disso, é essa interação aberta com o potencial da situação da vida real que marca a experiência do espectador.
O tema da troca também pode assumir a forma de atividade comercial. A exposição do artista inglês Mark Povell, Supply & Demand (2001) no Museum of Installation, Londres, convidava os visitantes a fazerem desenhos em computadores, que por sua vez se tornavam objetos tridimensionais em papelão. A transição do desenho para o objeto era consolidada pelo preenchimento de um contrato entre o artista e o interagente e ao receber o objeto o interagente era solicitado a pagar uma soma apropriada ao artista. Aqui a arte se tornou uma 'provisão de serviço' não essencial para o espectador.
De acordo com Kwon, 'O artista como um fazedor de objetos estéticos superespecializado tem sido um anacronista há muito tempo. O que eles fornecem agora, em vez de produzirem, são serviços freqüentemente 'crítico-artísticos". Essa ausência de objetos de arte pode ser vista no trabalho do artista inglês Simon Moretti. A Space For Conversation (2000) consistia de tapetes circulares dispostos na rampa de acesso do museu Tate Modern em Londres. A instalação criava uma intimidade em um local de passagem movimentado, à medida que os visitantes eram convidados a se sentarem nos tapetes e a participarem em um projeto de desenho concebido pelo artista.

A Space for Conversation, Simon Moretti.

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