Foto: Ana Dangelo Marvadas, de Sebastião Nicomedes, Auto-retrato aos 90, de Manoel de Barros, Sarau, dos poetas da Cooperifa, haikais e outros tantos títulos de autores do nosso continente editados com papel reciclado e capas de papelão pintadas a mão pelos artistas do Dulcinéia Catadora foram recebidos com encantamento pelos 60 jornalistas latino-americanos presentes no encontro.
“É maravilhoso ver este trabalho, vou levar a Guadalajara, quem sabe a idéia não se espalha por lá”, comentou o jornalista mexicano Agustín Del Castillo. A fotógrafa colombiana Olga Rodriguez levou dois exemplares de haikais para seus netos e adorou as capas únicas, conservando ainda a rasura do papelão recolhido nas ruas de São Paulo. Os livros viajaram ainda para a Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. “Esta é uma proposta genial que ganha adeptos por onde passa, como um vírus, vai contagiando as pessoas pela arte, pela alegria”, disse o professor de Economia da Universidade Iteso do México e colunista do diário Milênio, Luiz Miguel Gonzalez.
A rádio boliviana ligada a Fundação Amigos da Natureza gravou reportagem sobre o selo editorial brasileiro, tratando da sua origem, público envolvido e o princípio da convivência de diferentes universos que orienta o Dulcinéia Catadora.
A partir do ano que vem, o Dulcinéia Catadora estará também na biblioteca da Casa Daros Rio de Janeiro, centro cultural de arte contemporânea que será inaugurado na capital fluminense, com foco na produção latino-americana.
Ana Dangelo

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